
A jarina (Phytelephas macrocarpa) é uma palmeira nativa da região amazônica e, no Brasil, mais abundante no sudoeste do Amazonas e no Acre. Suas sementes, usadas em substituição ao marfim animal na confecção de botões, teclas de piano e outros objetos até o fim da Segunda Guerra, ficaram conhecidas como marfim vegetal.



As populações ribeirinhas usam também as folhas na cobertura de casas; a polpa na alimentação (antes de endurecer, o líquido e depois a polpa se parecem em sabor e textura com o coco da Bahia); as fibras para confecção de cordas. Os frutos amadurecidos caem e soltam as sementes, que levam de quatro semanas a meses para secar. As sementes são coletadas entre maio e agosto. Seu uso na moda começou nos anos 1980, pela criatividade e habilidade de joalheiros acreanos que a trataram como uma gema vegetal, em lugar das pedras. A dureza da jarina permite lapidação variada e tingimentos, o que a torna uma das sementes preferidas para a confecção de peças que podem durar uma vida inteira se bem cuidadas.
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