Não terá sido à toa que em “Grande sertão: veredas”, Guimarães Rosa cita o buritizeiro (Mauritia flexuosa) mais de 30 vezes! Considerada a mais abundante no Brasil, essa palmeira exuberante atinge em média 15 metros e sua presença é indicativo de água no Cerrado. Também é encontrada no Pantanal e na Amazônia. Dela, praticamente tudo se aproveita. Os frutos são consumidos ao natural e em sucos, doces e sorvetes. Produzem um óleo rico em caroteno com valor nutricional e medicinal, com ação vermífuga, energética e cicatrizante, que tem sido muito usado também na indústria de cosméticos.
Da folha do buritizeiro, as comunidades indígenas e rurais elaboram palha com que tecem bolsas, tapetes, toalhas de mesa e uma infinidade de peças. Caules podem ser usados para a fabricação de móveis leves e são muito resistentes.


Das folhas mais jovens da palmeira, artesãos habilidosos produz o fio de seda do buriti, mais delicado e maleável. As sementes, limpas, tratadas e polidas são muito bonitas e leves para seu tamanho, permitindo a criação de peças de grande beleza.


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